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A Associação de Jogos de Simulação de Portugal,têm por objectivos:
" promover divulgar e levar a efeito encontros com aspectos lúdicos entre pessoas, com base em pesquisas históricas de forma a enriquecer os conhecimentos acerca da História Universal em todas as suas vertentes " artº 2 dos estatutos.
Como nasceu...
Em toda a Europa se está a comemorar o bicentenário das campanhas Napoleónicas.
Praticamente todos os países europeus, e não só, têm associações de recriação histórica napoleónica, que, em termos rigorosos, fazem reviver essa conturbada época, tanto do ponto de vista militar como do civil.
No nosso país, a Associação Napoleónica Portuguesa, teve a sua génese numa deslocação à cidade da Corunha, no verão de 2002, em que um dos seus membros fundadores, assistiu, como espectador e pela primeira vez, à recriação de uma batalha da época.
Qual não foi o seu espanto quando viu içar as bandeiras e tocar os hinos dos respectivos países participantes e constatou que a bandeira Portuguesa não apareceu. Emocionou-se e pensou, então o nosso país que teve um papel preponderante na Guerra Peninsular, na qual foi derramado tanto sangue do nosso glorioso povo não estava presente? Havia que reparar esse grave lapso ao nível da recriação histórica Europeia, Portugal tinha que ser representado, e se bem pensou…….
Logo nessa altura estabeleceu contactos com elementos das Associações Napoleónicas Britânica e Espanhola que o informaram, e lhe deram o contacto, de outro português, que conheciam, e que também estava interessado em participar em actos de recriação histórica. Chegado a Portugal entrou em comunicação com esse elemento e agendou-se desde logo uma reunião, em que foram arregimentados mais três entusiastas. Dessa reunião saiu a ideia da formação do primeiro grupo de recriação histórica Napoleónica em Portugal.
Meses depois, esse grupo inicial foi assistir a uma conferência/debate sobre a Guerra Peninsular, apresentada no Museu Municipal de Loures, integrada na exposição Fortes, Fortins e Redutos (Linhas de Torres Vedras). Aí estabeleceram contacto com mais três entusiastas da recriação histórica e desde logo houve uma empatia recíproca, e se combinou uma reunião, com todos, para traçar linhas de orientação para a futura associação, e logo aí nasceu a ideia, que foi concretizada, de uma pequena demonstração no Museu Municipal de Loures, integrada na referida exposição, e que teve boa assistência de público e foi muito aplaudida, a ideia inicial estava a dar os seus primeiros passos.
Em Maio de 2003 alguns elementos desse grupo inicial, entretanto já alargado, trajados de guerrilha, tiveram o seu “baptismo de fogo” na recriação histórica da batalha de Albuera, perto de Badajoz, onde os Portugueses de oitocentos tiveram papel preponderante, e os actuais também não deixaram os seus créditos por mãos alheias, e pela primeira vez, nestas recriações históricas europeias, foi içada a nossa bandeira e ouvido o nosso hino.
Depois outras recriações históricas: a batalha de Moclín (Medina de Rioseco), em terras de Castela, ainda como guerrilha; a tomada do forte de Ferrol (Batalha de Brion), na Galiza, a partir de um desembarque fictício, aí como marinheiros e já com armamento próprio, entretanto adquirido; as comemorações oficiais da batalha do Buçaco em 27 de Setembro de 2003, a convite da Região Militar Norte, uniformizados como Milícia Urbana de Coimbra em que foi dada uma salva pelos caídos nessa tão famosa batalha.
Entretanto fazem-se pesquisas acerca dos uniformes e discute-se o que seria mais conveniente usar. Como vários exércitos da época tinham fardamentos azuis, pôs-se de parte a infantaria de linha, queríamos ser notados no meio dos outros grupos europeus e mundiais, e como já por várias vezes tinha vindo à fala o fardamento de Caçadores, os homens de castanho, como diziam os ingleses, optou-se por essa farda. Depois o problema foi encontrar a famosa Saragoça de que falavam os regulamentos da época, após várias pesquisas e rebates falsos encontrámos esse tecido numa loja a uns bons quilómetros de Lisboa, que fornece ranchos folclóricos, também aí mandámos fazer por medida as botas.
Um correeiro aposentado manufacturou-nos as patronas e cintos, tendo sido as fivelas fundidas a partir de uma original.
Um dos nossos companheiros apresentou-nos uma estilista que, após lhe termos fornecido vasta informação, (tanto em desenhos e gravuras da época como em fotografias tiradas às fardas existentes em vários museus, estas últimas feitas para as comemorações do 1º. Centenário da Guerra Peninsular em 1910) lá produziu as nossas actuais fardas.
As barretinas e respectivos penachos, foram mandadas fazer por medida no Reino Unido, tendo depois sido aplicados, já em Portugal, as cores nacionais (cocard), o número regimental e a trompa característica dos Caçadores, tendo sido estes últimos elementos fundidos em latão conforme os originais.
Finalmente, e devido ao facto de se terem de trocar contactos oficiais com as Associações Napoleónicas a nível europeu e mundial, houve a necessidade de formalizar a união desse grupo de entusiastas, nascendo oficialmente, em 26 de Novembro de 2003, por acto público, a Associação Napoleónica Portuguesa.
"O meu interesse pelos Jogos de Guerra remonta ao início da década de 70, com a publicação de regras de 2ª GM no Jornal do Exército e na revista História.
Entretanto, surgiu a oportunidade do mudar de época e de adquirir uma nova filosofia de jogo com um convite da Academia Militar para desenvolver uma Simulação de Combate com material actual, que contemplasse requisitos da táctica ministrada nas respectivas cadeiras dos diversos cursos.
Assim surgiram as regras de SIMULAÇÕES DE COMBATE NATOxPACTO 70/80 que entretanto resolvi editar no meu site, embora em versão simplificada e adaptadas à sociedade civil.
São regras para o combate táctico destinadas ao Exercício de Posto de Comando, conduzindo a um jogo de “decisão táctica”. Podem combinar apoio aéreo táctico e helicópteros em cenários específicos.
Breves apontamentos sobre a doutrina táctica da NATO e do Pacto de Varsóvia e noções de Táctica Geral apoiam o jogador na realização de jogos com algum realismo: alguns Cenários de Jogo previamente preparados iniciam os jogadores na tarefa da construção e planeamento de cenários."
Um Abraço
VICTOR AMORIM